O pré-natal consiste no acompanhamento de saúde da gestante desde o início da gravidez até o parto. Apesar da recomendação mínima de oito consultas pela Organização Mundial da Saúde, muitas mulheres apresentam baixa adesão, principalmente em contextos de vulnerabilidade. Fatores biológicos, psicológicos e sociais, como adolescência, doenças crônicas, ansiedade, baixa escolaridade e dificuldades de acesso, interferem negativamente. A qualidade do atendimento também influencia a continuidade do cuidado. O objetivo desta pesquisa é analisar os fatores biopsicossociais que interferem á adesão ao pré-natal e como eles implicam as gestantes em dar continuidade ao cuidado. A pesquisa foi realizada pelo método de revisão da literatura, analisando as bases de dados componentes da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram consideradas publicações dos últimos dez anos, especificamente entre 2015 e 2025, em língua portuguesa e com resumos acessíveis nas bases de dados escolhidas. Com esses critérios, selecionamos 18 artigos pelos descritores: cuidado pré-natal, adesão e utilização. Os resultados mostram que mulheres de maior vulnerabilidade social, como: não casadas, negras, adolescentes e vítimas de violência física pelo parceiro; são as mais prejudicadas no âmbito da adesão ao pré-natal. Conclui se que os fatores que incluem questões biológicas, estruturais, psicológicas e sociais criam barreira para a inadequação do pré-natal. Evidencia-se a necessidade de integração de políticas que promovam a humanização, equidade e integralidade do vínculo entre a gestante e o serviço de saúde.