Narrativas sobre o futuro do trabalho e o imaginário capitalista: uma análise sobre o relatório da Google Workspace
Documento
Metadados
Título
Narrativas sobre o futuro do trabalho e o imaginário capitalista: uma análise sobre o relatório da Google Workspace
Título (EN)
Narrativas sobre o futuro do trabalho e o imaginário capitalista: uma análise sobre o relatório da Google Workspace
Autor(es)
Vander Casaqui
Instituição
Universidade Paulista
Tipo
Artigo
Coleção
Publicado em
ASSOCIAÇÃO LATINO-AMERICANA DE INVESTIGADORES DA COMUNICAÇÃO (ALAIC). Programación GT 14: Discurso y Comunicación. XVII Congreso Latinoamericano de Investigadores de la Comunicación, Bauru, 2024.
Resumo (EN)
According to Appadurai (2015), the future is a cultural fact. The author develops this notion from an anthropological perspective. In our research, this cultural view of the future is also understood as discursive, since we interpret corporate reports as projecting the future of work through narratives shaped by neoliberal ideology and capitalist principles of organizing the world. From this perspective, we examine capitalism as a social order, drawing on the arguments advanced by Dardot and Laval (2016), among other authors. We begin with Angenot's (2010) concept of social discourse to approach the future of work as something formulated, imagined, and constructed in accordance with the hegemony of contemporary capitalism. In this sense, what is presented as a future trend in the world of work actually expresses the way the capitalist system projects itself through probabilities that, on the one hand, assume the preservation of its hegemony and, on the other, adapt workers' conditions to the ways production is expected to be organized in the future. The discursive analysis proposed by Angenot makes it possible to understand the relationship between ideology and its formulation through hegemonic codes, which are continually reinforced by various actors who benefit from the maintenance of the status quo
Resumo
Segundo Appadurai (2015), o futuro é um fato cultural. O autor desenvolve essa noção por meio de uma visão antropológica. Em nossa pesquisa, essa visão cultural do futuro é também discursiva, uma vez que entendemos, por meio de relatórios corporativos, as projeções sobre o futuro do trabalho como narrativas marcadas pela ideologia neoliberal e pelos preceitos capitalistas de organização do mundo. Nessa perspectiva, tratamos do capitalismo em sua configuração como sociedade, na esteira das teses de Dardot e Laval (2016), entre outros autores. Partimos da noção de discurso social de Angenot (2010) para abordar o futuro do trabalho como algo formulado, imaginado e desenhado em consonância com a hegemonia do capitalismo contemporâneo. Nesse sentido, o que seria uma tendência futura do mundo do trabalho, na verdade, expressa como o sistema capitalista se projeta, por meio de probabilidades que pressupõem a manutenção de sua hegemonia, por um lado, e por outro adequam as condições dos trabalhadores ao modo como a produção se organiza para tempos futuros. A análise discursiva proposta por Angenot possibilita o entendimento da relação entre ideologia e a sua formulação por meio de códigos hegemônicos, que são reiterados por diversos agentes que compartilham dos favorecimentos com a manutenção do status quo.
Palavras-chave
Discurso, Trabalho, Futuro, Imaginário, Google
Direito de Acesso
Acesso Aberto
Financiamento
Bolsa de produtividade em pesquisa do CNPq