Tratamentos psicológicos para o transtorno de personalidade antissocial: uma revisão da literatura
Documento
Informações
Título
Tratamentos psicológicos para o transtorno de personalidade antissocial: uma revisão da literatura
Autor(es)
Ingrid de Aguiar Lotério | Matheus Fernandes Resende
Orientador(a)
Fernando Del Mando Lucchesi
Resumo
O Transtorno de Personalidade Antissocial (TPA) é uma condição complexa, frequentemente associada a experiências adversas durante a infância e o desenvolvimento, que podem contribuir para dificuldades de adaptação, um baixo limiar de empatia e um desprezo pelas normas sociais. Historicamente, o TPA tem sido amplamente estudado no campo da psicologia forense, principalmente devido a sua relação com comportamentos delinquentes e criminais. Os primeiros estudos sobre o transtorno focavam exclusivamente em populações carcerárias, o que contribuiu para a associação do TPA com a criminalidade. No entanto, com o avanço das pesquisas reconhece-se que o transtorno também se manifesta em contextos não criminais, afetando diversas áreas da vida do indivíduo, como relações interpessoais e inserção social. Apesar desse progresso, ainda há uma lacuna significativa na literatura sobre as abordagens clínicas e as possibilidades de tratamentos psicológicos para esses pacientes. Diante desse cenário, esta pesquisa teve como objetivo investigar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, quais os tratamentos existentes para pacientes com TPA na psicologia, analisando as dificuldades encontradas em sua aplicação. A partir da coleta de dados, foi observado que, de maneira geral, os estudos analisados apontam que a Terapia Cognitiva é a intervenção mais eficaz no tratamento para o Transtorno de Personalidade Antissocial. A combinação de um tratamento psicológico com um tratamento farmacológico e uma abordagem multidisciplinar também se mostrou promissora, assim como a utilização de estratégias voltadas a ressocialização. Intervenções como a psicanálise, técnicas de mentalização e mindfulness foram mencionadas em apenas um dos estudos, aparecendo de forma secundária na literatura. Apesar disso, parte da pesquisa ainda questiona a eficácia desses tratamentos, considerando os indivíduos com TPA intratáveis ou com pouca perspectiva de mudança. Os estudos apontam que o Transtorno de Personalidade Antissocial (TPA) é complexo, envolvendo fatores biológicos, emocionais e comportamentais que dificultam intervenções eficazes. Há uma visão recorrente de que o transtorno não tem cura, o que desmotiva profissionais e limita práticas específicas. Os critérios diagnósticos são confusos, e faltam métodos terapêuticos voltados às características desses pacientes. Profissionais relatam dificuldade de vínculo e baixa adesão ao tratamento. Instituições também apresentam preconceito, falta de estrutura e barreiras ao cuidado contínuo. A escassez de estudos de longo prazo reforça a necessidade de mais pesquisas na área.
Palavras-chave
Transtorno de personalidade antissocial | Psicopatologia | Psicologia clínica | Revisão integrativa
Curso
Psicologia
Data de Defesa
07/11/2025
Local/Campus
Bauru
Direito de Acesso
Acesso Aberto