Monitoramento neonatal em unidade de terapia intensiva: desafios para a atuação do enfermeiro
Documento
Informações
Título
Monitoramento neonatal em unidade de terapia intensiva: desafios para a atuação do enfermeiro
Autor(es)
Lorena Franco dos Santos | Samuel Rebouças da Costa
Orientador(a)
Rose Meire Imanichi Fugita
Coorientador(a)
Maria Meimei Brevidelli
Resumo
O cuidado ao recém-nascido em condição clínica grave é realizado em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), setores altamente especializados voltados à estabilização, monitoramento e suporte de vida de neonatos prematuros, de baixo peso ou acometidos por diferentes patologias. Nesse contexto, o monitoramento contínuo dos parâmetros fisiológicos é indispensável para detectar precocemente alterações clínicas e permitir decisões rápidas e fundamentadas que assegurem a segurança e a sobrevida do paciente. A atuação do enfermeiro é central nesse processo, exigindo domínio técnico, sensibilidade clínica, raciocínio crítico, manejo de tecnologias e comunicação eficaz com a equipe multiprofissional e a família. Apesar da relevância de seu papel, diversos fatores interferem negativamente em sua prática. Assim, este estudo teve como objetivo identificar, por meio de revisão da literatura, os principais desafios enfrentados por enfermeiros no monitoramento de recém-nascidos internados em UTIN, A pesquisa foi conduzida nas bases LILACS, BDENF, SciELO e MEDLINE, utilizando os descritores “enfermagem”, “cuidados de enfermagem”, “recém-nascidos” e “cuidados críticos”, combinados com operadores booleanos. Foram incluídos artigos publicados entre 2014 e 2024, nos idiomas português e inglês, disponíveis na íntegra. A análise qualitativa dos dados permitiu organizar os achados em cinco categorias: condições de trabalho, déficit de capacitação técnica, falhas na comunicação, exaustão ocupacional e segurança do paciente. Tais desafios estão interligados e afetam desde a estrutura física e os recursos disponíveis até o bem estar emocional do profissional. A sobrecarga de trabalho, a escassez de treinamentos contínuos e a ausência de políticas institucionais de apoio à saúde mental comprometem a qualidade assistencial. Conclui-se que a superação desses obstáculos requer ações institucionais amplas e interdisciplinares, com investimentos em infraestrutura, capacitação permanente, cultura de segurança e valorização do enfermeiro.
Palavras-chave
Enfermagem | Cuidados Críticos | Recém-nascidos
Curso
Enfermagem
Área de Concentração
Neonatologia
Data de Defesa
11/11/2025
Local/Campus
Vergueiro
Direito de Acesso
Acesso Aberto