A equoterapia e a realidade virtual têm se destacado como alternativas de grande importância na reabilitação de crianças com paralisia cerebral, contribuindo para o aprimoramento do controle postural e do desenvolvimento motor. O objetivo principal deste estudo foi comparar os efeitos terapêuticos dessas duas abordagens na melhora do controle postural em crianças com essa condição. Trata-se de uma revisão da literatura, realizada por meio das bases de dados SciELO, PubMed e PEDro, abrangendo publicações entre 2010 e 2025. A paralisia cerebral é uma alteração neurológica que compromete o movimento e a postura devido a danos cerebrais no período do desenvolvimento, o que torna essencial a busca por estratégias terapêuticas que promovam equilíbrio, coordenação e funcionalidade. Nesse contexto, tanto a equoterapia quanto a realidade virtual se destacam como métodos capazes de estimular os sistemas sensorial, motor e cognitivo, resultando em melhorias no controle postural. Os estudos revisados indicaram que ambas as terapias apresentam resultados positivos, sendo que a equoterapia mostrou maior destaque em aspectos relacionados à resposta postural diante dos estímulos sensório-motores gerados pelo movimento tridimensional do cavalo.